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Doenças Oculares

Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é uma microangiopatia progressiva caraterizada por oclusão e dano aos pequenos vasos sangüíneos decorrente do diabetes mellitus, sendo uma importante causa de cegueira.
O tratamento desta alteração inclui desde a fotocoagulação a laser visando diminuir a exsudação e controlar a proliferação neovascular, injeções de medicamentos intra-ocular e cirurgia em casos mais complicados.
O diagnóstico precoce e controle metabólico são fundamentais


Degeneração Macular

A degeneração macular relacionada à idade é uma doença que acomete indivíduos idosos e está ligada ao envelhecimento retiniano.
Esta doença é a principal patologia ocular que afeta a população idosa e em nosso país é a segunda causa de baixa visual, ficando atrás apenas da catarata.
É classificada em dois tipos: a forma seca e a exsudativa. Embora apenas 10% de todos os casos sejam decorrentes da forma exsudativa, esta é a forma mais severa da doença com baixa visual significativa.
Avanços significativos de tratamento vêm ocorrendo nesta área com o surgimento de novas medicações intra-oculares e laser.


Deslocamento da Retina

O descolamento de retina é o destacamento da retina neuro-sensorial do epitélio pigmentário retiniano pela presença de um fluido sub-retiniano.
As causas mais comuns de descolamento de retina são o descolamento do humor vítreo, a miopia, os traumatismos, as inflamações oculares, o diabetes mellitus e os tumores intra-oculares.
O sintoma mais comum de descolamento de retina é o aparecimento súbito e indolor de uma “nuvem” escura na visão, geralmente precedida por escotomas volantes (manchas escuras, como mosquitos ou teias de aranha) e fotopsias (sensação de brilho ou clarão).
Quando o paciente perceber subitamente escotomas volantes e/ou fotopsias, deve fazer um exame oftalmológico urgente, pois isto pode ser indício da formação de ruptura retiniana, que precede o seu descolamento. O diagnóstico precoce da ruptura retiniana permite o tratamento preventivo do descolamento da retina, através da fotocoagulação com raio laser.
Casos de descolamento de retina manifesto são tratados com cirurgia


Glaucoma

O glaucoma pode ser definido como uma doença do nervo óptico, de caráter progressivo, com perda de campo visual e risco de cegueira se não diagnosticado e tratado a tempo. Na grande maioria das vezes trata-se de uma doença silenciosa, ou seja, sem sintomas.
Existe direta relação com a pressão intraocular (PIO), que se encontra elevada na maioria dos casos.
Dentre os fatores de risco para o glaucoma incluem-se a pressão intraocular (PIO) elevada, idade avançada, raça negra, história familiar, predisposição genética e espessura corneana mais fina.
O único fator de risco alterável é a PIO, que pode ser reduzida através do tratamento clínico e/ou cirúrgico.
O correto diagnóstico dos diversos tipos de glaucoma bem como o tratamento específico deve ser feito pelo oftalmologista, que muitas vezes identifica a doença em uma consulta de rotina. Desta forma, a prevenção é fundamental.


Estrabismo

O estrabismo corresponde à perda do paralelismo entre os olhos. Pode ser convergente (desvio do olho para dentro), divergentes (desvio para fora) ou verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).
O estrabismo pode ser corrigido com óculos em alguns casos, cirurgias em outros, ou ambos. Opera-se o estrabismo que não é corrigido com óculos ou a parte que os óculos não conseguem corrigir. Pelas implicações de perda de visão, bem como pela possibilidade de ser manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser examinados por um oftalmologista se houver suspeita de desvio ocular.


Pinguécula

Pinguécula é um tipo de degeneração das fibras de colágeno da conjuntiva do olho. É uma condição extremamente comum e pode ser observada como um depósito amarelo-esbranquiçado na conjuntiva adjacente ao limbo (a junção entre a córnea e a esclera).
As pinguéculas podem crescer lentamente, mas são uma condição benigna. Pode ser realizada uma excisão cirúrgica por fins estéticos.


Pterígio

O pterígio é um espessamento vascularizado da conjuntiva de forma triangular que se estende do ângulo interno (nasal) do olho em direção à córnea. Não é infeccioso, mas pode afetar a visão.
Os principais sinais e sintomas são olho vermelho, ardência e fotofobia.
Tipicamente se desenvolve em pessoas que vivem em países quentes e representam uma resposta à exposição solar e ao ressecamento crônico.
Pode ser tratado através de remoção cirúrgica.
A proteção dos olhos contra a luz ultravioleta excessiva através do uso de óculos solares apropriados, evitar condições ambientais secas e empoeiradas, e a aplicação de lágrimas artificiais são medidas que podem ser úteis para prevenir a ocorrência do pterígio.


Calázio

Calázio é o nome dado a inflamação crônica causada pelo bloqueio dos orifícios das glândulas de Meibomio, que produzem material sebáceo, localizadas na pálpebra superior e inferior. Às vezes é confundido com o hordéolo (terçol), porém este é um pequeno abscesso causado por uma infecção em glândulas semelhantes.
O tratamento é geralmente necessário para lesões grandes, persistentes, embora alguns pequenos calázios possam desaparecer espontaneamente.


Blefarite

Blefarite é uma inflamação não contagiosa das pálpebras. É normalmente caracterizada pela produção excessiva de uma camada lipídica (gordurosa), gerada por uma glândula encontrada na pálpebra. Esta alteração cria uma condição favorável para o crescimento bacteriano. Pode desencadear a formação de úlceras na córnea.
É uma doença comum que pode atingir pessoas de qualquer idade e tem períodos de melhora e piora.

 


Olho seco

O filme lacrimal é composto por três camadas. A camada mais externa, ou lipídica, previne a evaporação. A camada do meio, aquosa, é a responsável pela nutrição e oxigenação da córnea, e a camada de mucina, interna, umidifica o epitélio corneano.
Olho seco é uma disfunção lacrimal caracterizada pela diminuição da produção da lágrima, excesso de sua evaporação, ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, várias podem ser as causas e muitas vezes mais de um fator está associado. Os sintomas são de ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.


Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva ocular (membrana que reveste o branco do olho e a parte interna das pálpebras). Em geral, ataca os dois olhos, tem um período de duração variável dependendo da causa, e não costuma deixar sequelas.
A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.
A conjuntivite infecciosa é transmitida mais frequentemente por vírus ou bactérias, e é contagiosa na maioria dos casos. Assim, devem-se evitar ambientes fechados, compartilhar objetos e o contato direto com pessoas contaminadas.
A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite) e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagioso. Pode ter períodos de melhora e recidivas, sendo importante a descoberta do alergeno causador para seu afastamento.
A conjuntivite tóxica é causada por contato direto com algum agente tóxico, que pode ser desde produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poluentes, sabonetes, maquiagens, entre outros.


Ceratocone

Ceratocone é uma doença não inflamatória da córnea (estrutura normalmente transparente, quase esférica e regular), na qual mudanças estruturais a tornam mais fina e a modificam para um formato mais cônico. O início da doença ocorre geralmente na puberdade, com lenta progressão subsequente, na maioria dos casos, podendo haver estabilização a qualquer momento.
Essa irregularidade causa baixa visual que não melhora com o uso de óculos. Nestes casos as lentes de contato rígidas ou gelatinosas especiais costumam propiciar boa visão.
A evolução da doença pode levar o paciente a ser intolerante às lentes de contato e necessitar de um procedimento cirúrgico. O transplante de córnea é realizado somente em casos mais severos, quando a progressão da doença provoca cicatrizes corneanas ou quando a visão não é satisfatória com os tratamentos anteriores.
O ceratocone costuma acometer os dois olhos, entretanto, um dos olhos geralmente é mais afetado que o outro.
As causas específicas ainda não são conhecidas, mas a origem mais provável é a genética. Os pacientes que apresentam predisposição e tem o hábito de coçar os olhos, geralmente vão ter uma doença mais precoce e mais avançada. O ato de coçar os olhos altera a composição das enzimas na córnea, o que reduz ainda mais sua resistência.


Catarata

A catarata é quando o cristalino, uma lente natural e transparente do olho, torna-se opaca. Pode ser desencadeada por vários fatores: idade, traumatismo, diabetes mellitus, uveítes, uso de medicamentos, entre outros. Tipicamente apresenta-se com embaçamento visual progressivo.
Atualmente, a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata consiste na remoção do cristalino opacificado através de um processo chamado facoemulsificação, e posterior implante de uma lente intra-ocular.
A evolução da técnica permite hoje incisões muito pequenas que garantem uma recuperação mais rápida e segura.


Presbiopia

A presbiopia ou “vista cansada”, para a maioria das pessoas, inicia após os 40 anos.
Ocorre por uma ineficiência do sistema de acomodação da visão para perto, levada pela perda de elasticidade do cristalino (lente natural do olho). Ler mensagens no celular, o jornal, a validade de um produto tornam-se tarefas extremamente difíceis ou mesmo, impossíveis.
A rapidez com que a presbiopia se estabelece varia de uma pessoa para a outra, em função da quantidade e tipo de grau que use para longe.

 


Astigmatismo

O astigmatismo é o erro de refração onde o foco da imagem se encontra em eixos distintos.
Neste caso tanto a visão de perto como a de longe podem ser prejudicadas.
A correção do astigmatismo poderá ser feita através do uso de óculos ou lentes de contato e também com cirurgia a laser.


Hipermetropia

É o distúrbio da refração onde a imagem focaliza-se em um ponto atrás da retina.
O hipermetrope tem maior dificuldade na visão de perto, porém em casos onde o grau é mais alto, também poderá ter dificuldade na visão de longe.
Para este problema utilizam-se lentes convergentes, positivas, que têm a função de convergir a luz para a retina, seja através do uso de óculos ou lentes de contato. Também pode ser corrigida com cirurgia a laser em certos casos.


Miopia

É o distúrbio da refração onde a imagem focaliza-se em um ponto antes da retina.
Uma pessoa míope não consegue ver objetos distantes com nitidez.
Para uma visão mais acurada o ponto focal dos raios luminosos deve divergir para atingir a retina.
A correção da miopia poderá ser feita através de lentes divergentes, também chamadas de negativas, na forma de óculos ou lentes de contato. Técnicas modernas de correção a laser também podem ser empregadas em casos específicos.